o olhar fixo, não revela a minha face
por dentro a angustia toma meu peito,
marcas de dor que ninguêm pode ver,
o horizonte é o meu caminho,
e eu o sigo sem pressa,
desejo que minha vida seja descrita,
como contos ligeiros, para que
não tão cedo se vá e não se passe da hora,
para que de mim sintão saudades,
e fique somente lembranças boas,
de quando aos dourados estive,
tempos que jamais ão de voltar,
assim irei retornar, mas jamais será,
como outrora se foi,
ao tombar de corpo, não mais saberei,
a quem tanto amei, agora deixarei,
decepcionado estou,
mas honrado fui, as gaiolas nunca me virão
foi a vida que me ensinou,
agora eu sou, para longe irei,
para que em paz findarei
jamais voltarei, aos meus pés,
a esta terra tu nunca pisarás,
sinto que está tão próximo,
o frio congela meus ossos,
a dor amortece enquanto que
da tão triste luta começa a desistir
a vida que tanto sofri aos poucos se defaz,
tento respirar, mas ja não mais o posso,
o pó que se levanta, marca talvez a última,
a queda que não mais levantei,
pra traz tudo deixei, enfim ao pó retornei.
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