13 setembro 2011

Apenas viva


Faça o bem que hoje seu coração deseja,
Ajude a quem sentiu de ajudar,
Se desculpe se te acusas,
Semeie a paz, acalente o atribulado,
Abrace o oprimido, reveja seus passos,
Endireite tuas veredas,
Pois a fim próximo esta,
Nunca deixa para amanho o seu hoje,
Pois amanha tarde será,
E jamais esquecerá,
Como rios de sangue, e escuridão
Seus dias serão, até que se cumpra
a peso medido os seus feitos sobre o pó,
Pois jamais o poente porvir será.

04 setembro 2011

Formas de Viver


A muita dor causa a rigidez do coração,
Como a onda que com o vento, vai pra lá e vem pra cá,
Assim movido por sentimentos que a cada dia se finda,
Ando como recluso, e entre quatro paredes me encontro só,
Ao longe a multidão se alegra, e na escuridão me atrofio,
Esguio, engulo orgulho,
A minha mocidade aos poucos se finda,
Trago as marcas do tempo, feridas dos grilhões.
Como mapas do sofrimento, impressos a luz do sol,
Olho e já não mais posso mais ver a trilha,
Escurecerão as janelas do sábio,
E como uma brasa viva, a esperança,
Como guerreiros passaram pela a vida,
E como o herói que morre lutando,
Em liberdade me verei,
Nada mais pode me derrotar, nada mais...   

Ah, vida...


Se amanhã não acordar,
Talvez seja porque não bem dormi a noite,
Ou talvez porque jamais se acordará,
Lamentos por não ter feito o que com medo não se fez,
Pode ser que se acordar, irá por toda a vida lamentar,
Não do passado, nem do porvir,
Irá se lamentar por não saber cultivar,
Irá ficar, os olhos verdes a brilhar,
Os muitos invernos ensinam a viver,
De grossas peles faz se vestir,
Não haverá porvir, o real desejo de desistir,
Ah, vida, que se há de ouvir...

01 setembro 2011

Minha Vida

Talvez o meu futuro,
Escrito fosse em pena de ouro,
Mas para que me preocupar,
A sentença é dada pelo justo juiz,
Tudo o que fiz receberei o salario em troca,
E tudo que me fizeram, recebê-lo-ão,
Sinceramente gostaria que apenas eu sofresse a pena,
Por mais duro que seja, o perdão é um dom,
A amendoeira nasceu para amêndoas dar,
A oliveira para a azeitona frutificar
E a azeitona o mosto gerar,
O cacto com sua aparência espinhenta,
A julgar para nada serve, se apenas nasceu para espinho dar,
mas aquele que pelo interior se interessa,
de sede não morrera,
como o pássaro que voa sem rota,
e nunca erra o caminho,
assim será aquele que de bom grado vive,
sofre o que tem de sofrer, pois sabe
nada ocorrerá sem que meu criador saiba,
nem uma pedra do pó rolara,
nem o vento do oriente soprará se permissão não tiver,
do pó eu vim, virtudes me foram emprestadas,
riquezas me foram cedidas, me resta usufruir
talvez não saiba realmente se certo estou fazendo,
mas dos meus erros tenho consciência,
de passagem estou, astro não sou,
sou como o filho pombo,
de manhã espero o meu sustento
se machucado balsamo procuro,
tenho vivo em mim, jamais desistirei,
as esperanças do porvir, escritas já são
farei da melhor forma a minha parte,
como viverei, nunca saberei, apenas viverei...